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Que nota você daria para o seu atendimento?

Que nota você daria para o seu atendimento?

Neste artigo trago um tema imprescindível a todas essas áreas – o autoconhecimento.

Observe: como escolher a área de atuação sem antes de qualquer coisa saber identificar o que gosta, o que quer fazer, como fazer?

Indo mais além, se no meio do caminho tiver de trocar de área, rever os objetivos, as metas e as estratégias? Sem o mínimo de autoconhecimento todas essas etapas ficarão mais difíceis de serem vividas e solucionadas de forma assertiva.

Quando falo sobre autoconhecimento não estou dizendo para você procurar um psicólogo ou terapeuta (apesar de considerar importante para todas as pessoas), mas apenas, para olhar um pouco mais para dentro de si e refletir sobre o que vê, o que sente e, também, sobre o que não consegue ver sobre si próprio, ou ainda - vê, mas não aceita ou reconhece.

Por exemplo, responda sinceramente: Você tem o costume de observar a reação das pessoas após as suas atitudes, e depois refletir sobre elas?

E se a pergunta for? Você tem o costume de observar as atitudes das pessoas e refletir sobre elas?

Posso afirmar que a maioria das respostas foi não para a primeira pergunta e sim para a segunda, já que o julgamento a respeito do outro é muito mais comum e fácil de fazer do que quando somos nós que estamos na berlinda.

Portanto, vamos a partir de agora, procurar sempre ter em mente a prática de observar a nós mesmos, como nos comportamos entre amigos, familiares, desconhecidos, clientes e colegas de trabalho. Isso vai ajudar bastante no entendimento e na troca de ideias sobre o lado pessoal e profissional que teremos neste grupo.

E não é só isso, as vantagens vão muito além e se tornarão diferenciais competitivos no mercado para aqueles que colocarem em prática esta sugestão.

Podemos dizer que na vida pessoal e profissional o nosso comportamento equivale ao setor de atendimento de uma empresa, hospital ou clínica veterinária, como é o nosso caso.

Por ser evidente que cliente bem atendido é cliente satisfeito, e cliente satisfeito, não só volta, como também indica outros clientes, na vida pessoal e profissional não seria diferente.

Uma pessoa que teve uma boa experiência conosco vai querer reviver tal situação. Um profissional que já trabalhou com a gente e também teve um convívio produtivo e satisfatório vai ter sempre algo de bom a falar sobre tal convivência, e, até poderá nos indicar para possíveis oportunidades de trabalho.

No entanto, compreender a importância dessa dinâmica ainda é o grande desafio, não apenas para as empresas, mas, sobretudo para as pessoas que insistem em comportamentos que dificultam, e muitas vezes, impedem o seu aprimoramento profissional.

E já que, segundo o antigo ditado: a primeira impressão é a que fica, por que não deixar o nosso melhor a quem encontrarmos pelo caminho? Veja algumas possibilidades:

  • Se algum colega reclama de algo, deixe uma palavra positiva, de esperança. Já existe gente demais para lamentar;
  • Se o gestor ou o tutor do animal não gostou do trabalho que você entregou, avalie as considerações dadas e pergunte-se: que nota você daria para o seu trabalho?
  • Se o mercado de trabalho está difícil, traga a responsabilidade para si próprio e se pergunte: o que estou fazendo para manter minha empregabilidade em alta?;
  • Se um colega, amigo, parente ou tutor cometeu algum erro, não o julgue. Observe o que você e os envolvidos podem tirar de aprendizado da situação;
  • Se ficou na dúvida, pergunte e se mostre receptivo aos feedbacks. Lembre-se: o desenvolvimento humano só acontece quando nos relacionamos com o outro.

Entendo que, neste primeiro momento, possa parecer uma tarefa difícil, mas, o importante é diariamente experimentar a prática de direcionar as responsabilidades para si próprio, o que requer uma dose, nem que seja mínima, de autoconhecimento.

Para terminar e ajudar nessa reflexão sugiro um simples exercício: Que nota você daria para seus comportamentos hoje?

Anote e daqui a alguns dias ou semanas, faça uma nova avaliação e compare com a nota atribuída ao dia de hoje.

Não importa se as transformações foram pequenas ou grandes, o que vale é a reflexão e a mudança de comportamento.

Se quiser nos contar sobre as mudanças que conseguiu fazer, será ótimo, afinal, a experiência de cada um pode servir de incentivo para outro leitor.

Vamos lá?

Um abraço e até a semana que vem.

Canal de Estimação
Pauline Machado
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Diretora Editorial do Canal de Estimação e apresentadora do Programa de Estimação, exibido pelo RIC Play - plataforma digital do Portal de Notícias do Grupo RIC | Rede Record do Paraná. Há 14 anos desenvolve ações em prol dos animais.

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