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Saiba o que é a Raiva Animal e como manter seu pet protegido

Saiba o que é a Raiva Animal e como manter seu pet protegido

Para lhe manter sempre bem informado e o seu bichinho mais bem cuidado, conversamos com o Médico Veterinário, Uriel Andrade, Doutor em Inspeção e Tecnologia de Produtos de origem animal, Mestre em Ciências Veterinárias e Coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unisociesc.

Neste bate-papo exclusivo com o Canal de Estimação, Uriel explica o que é a doença, como ela se prolifera, como é o tratamento, outros cuidados além da vacina e muito mais.

Acompanhe a entrevista e fique de olho nas datas de vacinação na sua cidade.

 

Mantenha a saúde do seu pet sempre em dia! Faz bem pra ele e pra você!

O que é Raiva?

A raiva é uma doença infectocontagiosa, uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal.

Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la.

A doença é classificada como: urbano e silvestre, sendo o urbano passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao ser humano, quanto à fonte de infecção.

A Raiva atinge quais animais?

Todos os mamíferos de sangue quente (domésticos e silvestres) são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la. A Organização Mundial de Saúde Animal, em seu Código Sanitário para os Animais Terrestres, lista a raiva na categoria das enfermidades comuns a várias espécies.

O homem é acidentalmente infectado, quando em contato com animais no período de transmissibilidade da doença.

Essa doença é comum?

No Brasil, a principal espécie animal transmissora da raiva ao ser humano continua sendo o cão, embora os morcegos estejam cada vez mais aumentando a sua participação, podendo ser os principais responsáveis pela manutenção de vírus no ambiente silvestre.

Didaticamente podemos dividir a doença em ciclos de transmissão conforme os principais reservatórios da raiva encontrados no Brasil, a seguir:

  • Ciclo aéreo, que envolve os morcegos hematófagos;
  • Ciclo rural, representado pelos animais de produção;
  • Ciclo urbano, relacionado aos cães e gatos;
  • Ciclo silvestre terrestre, que engloba os saguis, cachorros do mato, raposas, guaxinins, macacos e outros animais selvagens.

Raiva tem cura? Como é o tratamento?

Não há tratamento e a doença é invariavelmente fatal no animal, uma vez iniciados os

sinais clínicos. Somente para o homem, as vacinas antirrábicas são indicadas para tratamento pós-exposição. Há também o recurso da aplicação de soro hiperimune antirrábico homólogo (HRIG) ou heterólogo.

O que a Raiva causa na saúde dos bichinhos e das pessoas?

No ser humano, os sinais clínicos são: mal estar, pequeno aumento de temperatura, anorexia, cefaléia, náuseas, dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade, inquietude e sensação de angustia. Podem ocorrer hiperestesia e parestesia no trajeto de nervos periféricos, próximos ao local da mordedura e alterações de comportamento.

A infecção progride, surgindo manifestações de ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes, febre, delírios, espasmos musculares involuntários, generalizados e/ou convulsões. Espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua ocorrem quando o paciente vê ou tenta ingerir liquido, apresentando sialorréia intensa.

O paciente se mantém consciente, com período de alucinações, até a instalação de quadro comatoso e evolução para óbito. O período de evolução, após instalados os sinais e sintomas até óbito, é em geral de 5 a 7 dias. Humanos que apresentarem sintomas semelhantes aos relatados

Já na doença transmitida pela variante canina, cães e gatos, manifestam excitação, agressividade, dificuldades de deglutição, sialorreia, incoordenação motora, convulsão, não consegue mais se levantar e ocorrem movimentos de pedalagem, dificuldade respiratória, opistótono, asfixia e finalmente a morte, que ocorre geralmente entre 3 a 6 dias após o início dos sinais, podendo prolongar-se, em alguns casos, por até 10 dias.

Como os sinais clínicos podem ser confundidos com outras doenças que apresentam encefalites, é importantíssimo que seja realizado o diagnóstico laboratorial diferencial.

Quando a vacina deve ser aplicada? 

Cães e gatos devem ser vacinados anualmente e a vacinação deve ser realizada por um médico veterinário.

Qual é o preço médio da vacina?

O valor varia bastante de cidade para cidade, ficando em torno de R$40,00 a R$100,00.

É possível conseguir gratuitamente? Se sim, de que forma?

A gratuidade vacinal não é comum, ocorre em casos de focos localizados, ou a critério do serviço oficial de controle de doenças, cujo objetivo é prevenir susceptíveis em áreas perifocal em campanhas de vacinação. No entanto, não há um calendário especifico.

Em Curitiba, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a vacinação contra raiva em cães e gatos pode ser feita de forma gratuita na Unidade de Vigilância de Zoonoses de Curitiba, na Rua Lodovico Kaminski, 1.381, CIC, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30.

Além da vacina, quais outros cuidados devem ser tomados para prevenção?

Não se aproximar de cães e gatos sem seus proprietários, nunca tocá-los quando estiverem se alimentando ou dormindo.

Nunca tocar em morcegos ou outros animais domésticos ou silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou encontrados em situações não habituais.

O controle populacional e a posse responsável de cães e gatos também são importantes para reduzir a transmissão de raiva e de outras doenças.

Canal de Estimação
Pauline Machado
Pauline Machado Seguir

Jornalista, apresentadora do programa RIC Mais Pets. Há 14 anos desenvolve ações em prol dos animais. Criadora do projeto Paz Também Para os Animais.

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