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Estudo sugere que cães poderão ser utilizados no combate à malária

Estudo sugere que cães poderão ser utilizados no combate à malária

Um novo estudo mostrou que os cães podem ser a chave para a detecção da malária depois que alguns desses animais foram treinados com sucesso na detecção da doença em roupas infectadas. O nariz de um cachorro tem até 300 milhões de receptores, o que comparado aos seis milhões que os humanos possuem significa que esses animais têm um olfato incrivelmente mais apurado. Historicamente, os cachorros sempre foram treinados na detecção de bombas e drogas, assim como alguns tipos de câncer e diabetes, mas uma equipe de cientistas do Reino Unido resolveu utilizar essa habilidade incrível detecção de parasitas da malária pela primeira vez.

De acordo com o site Tri Curioso, o estudo foi auxiliado pela organização britânica Medical Detection Dogs, que treina cachorros para detectarem patógenos de outras doenças. O projeto também foi financiado por uma doação de US$ 100.000 da Fundação Bill & Melinda Gates, que recentemente tornou a erradicação da malária uma prioridade para a organização. As descobertas foram apresentadas na Reunião Anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical em Nova Orleans na semana passada. Os cientistas explicaram que este estudo foi o primeiro do tipo a pesquisar a capacidade de um cão na detecção da malária.

“Esta é a primeira vez que treinamos cães para detectar uma infecção por parasitas e tivemos resultados muito positivos”, disse Claire Guest, líder da pesquisa. “O desafio é encontrar uma maneira rápida e não invasiva de rastrear um grande número de pessoas contra a malária para evitar que ela se espalhe em áreas livres de doenças. Nosso trabalho tem o potencial de tornar esse desafio uma realidade.”

Dois cães labradores, Lexi e Sally, foram treinados com sucesso para identificar parasitas da malária em meias coletadas que eram usadas por pacientes da Gâmbia que sofrem com a doença. Em um período de quatro meses, Lexi e Sally identificaram corretamente 70% das amostras infectadas pela malária, além de acertar 90% das amostras que não tinham nenhum tipo de parasita.

Embora as descobertas positivas do estudo sejam certamente muito animadoras ao considerarmos os estágios iniciais do projeto, mais pesquisas ainda serão necessárias antes que a detecção através do olfato dos cães realmente se torne uma realidade. Vale lembrar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, foram registrados 216 milhões de casos de malária em todo o mundo só no ano de 2016, o que levou à 445.000 mortes.

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